Municípios começam a quitar dívidas com professores

378

O SINTESE segue firme na luta pelo cumprimento de direitos básicos. Este ano de 2026 começou difícil para professoras e professores das cidades de Aquidabã, Maruim, Santos Amaro das Brotas e Tomar do Geru, que ficaram sem o salário referente ao mês de dezembro do ano passado. O sindicato foi para a cobrança e tudo começou a caminhar para a solução.

Aquidabã

A cidade de Aquidabã tem demonstrado um desrespeito imenso com suas trabalhadoras e trabalhadores. No caso dos professores, além do salário de dezembro, a categoria não recebeu o sexto de férias, que deveria ter sido pago em julho do ano passado.

No último dia 9 de janeiro, o SINTESE pediu a suspensão de um grande evento promovido pela prefeitura da cidade, e que aconteceria no dia 10, ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) até que a dívida com os trabalhadores fosse sanada.

A Prefeitura de Aquidabã pagou o salário atrasado, realizou sua festa, mas ainda está devendo o sexto de férias

Maruim

No último dia 8 de janeiro, o SINTESE recebeu o Ofício nº 02/2026, da Prefeitura de Maruim. No documento, a gestão municipal informou que pagaria os professores que estão em sala de aula no dia 9, o que foi cumprido.

Sobre a “Equipe diretiva e demais professores: No que tange aos demais profissionais da rede e membros da equipe diretiva, informamos que a data prevista para o pagamento será comunicada oficialmente até a próxima terça-feira, dia 13 de janeiro de 2026”. Também de acordo com o documento, fica agendada uma reunião da gestão municipal com o SINTESE para o próximo dia 20 de janeiro, às 9 horas, na sede da prefeitura.

Santo Amaro das Brotas

A Prefeitura de Santos Amaro das Brotas, que havia pago alguns servidores e ficado devendo a outros, além do salário de dezembro, uma parte do 13º salário, quitou todas as suas dívidas com professoras e professores da rede municipal de ensino.

Tomar do Geru

A Prefeitura de Tomar do Geru, que está devendo a todas as aposentadas e aposentados, depositou o valor de quatro mil reais a cada um e ainda não se pronunciou quanto ao restante dos valores.

“É inacreditável que tenhamos que lutar por um direito básico, mas seguimos firmes porque somos muitas, somos muitos, somos fortes”, disse a professora Emanuela Pereira, diretora de Bases Municipais do SINTESE.

Matérias relacionadas

Quatro municípios estão devendo salário de dezembro a professores

SINTESE pede, ao TCE-SE, suspensão de festa em Aquidabã por conta do atraso do salário de servidores