Nota de Solidariedade

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A direção executiva do SINTESE e coordenação das subsedes vem a público se solidarizar com a família do jovem J.C.S de 16 anos que foi encontrado sem vida no banheiro do Colégio Estadual Cícero Bezerra em Nossa Senhora da Glória. O sindicato também estende a sua solidariedade aos professores, professoras e aos demais integrantes da comunidade escolar.

Em momentos como estes, é preciso refletir qual é o verdadeiro papel dos gestores públicos da Educação. Neste caso, no âmbito estudual.

Nos últimos anos a política educacional nas escolas estaduais tem sido a busca por uma “melhor Educação”, mas ao invés de ouvir professoras, professores, estudantes, pais, mães, responsáveis, funcionários, de oferecer um efetivo suporte pedagógico e psicossocial nas escolas, a Secretaria de Educação (que hoje abrange a Cultura e o Esporte) fez a escolha de se desresponsabilizar do seu papel e cada dia mais impor pacotes (sejam eles instrucionais ou gerenciais).

Nos governos Jackson Barreto e Belivaldo Chagas o suporte pedagógico foi, basicamente, substituído pela prática de assédio moral. Na ânsia de melhores resultados, pois no entendimento de quem hoje é responsável por gerir a Educação pública estadual, o que importa é ter as melhores notas, os melhores índices.

O SINTESE tem, a todo momento, feito o debate de que a política pública educacional deve ir muito mais além do que respostas certas em avaliações e ter as melhores notas.

É fundamental que aqueles que fazem parte das comunidades escolares sejam ouvidos e que o governo do Estado, cumpra o seu papel constitucional de garantir o bem estar de todos e todas.

Essa é uma reflexão que urge, pois não podemos mais aceitar o que aconteceu com o jovem gloriense.