Rede estadual: cobrança constante pelo reajuste do piso na carreira

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Professoras e professores na marcha em defesa da educação pública na paralisação nacional do dia 24 de abril

Professoras e professores na marcha em defesa da educação pública na paralisação nacional do dia 24 de abril

Desde o início do ano que o SINTESE busca negociação com o governo do Estado para a aplicação do reajuste do piso de 2019 (4,17%) e também para a reconstrução da carreira do magistério.

Janeiro

Em diversas ocasiões a direção do SINTESE abordou o governador solicitando audiência para discutir reajuste do piso. O discurso do governador para não receber o sindicato nos dois meses, foi de que precisava ter mais informações sobre as receitas e despesas do Estado.

Fevereiro

Na cobrança por uma audiência, o sindicato realizou ato que iniciado em frente à Secretaria de Educação (SEDUC) e finalizado em frente ao Palácio de Despachos. O sindicato dialogar com a população de que a crise financeira propagandeada pelo governo do Estado era fake.

“As receitas do estado crescem. Há condições de assegurar o reajuste do piso salarial aos professores e professoras da rede Estadual. Este é o menor percentual de reajuste que já tivemos, 4,17%. A conta é muito simples: Receita do estado cresce; reajuste do piso de 2019 é 4,17% e o piso salarial é Lei. Ou seja, tá muito fácil de resolver essa conta, Belivaldo”, cobrou à época a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

O sindicato também acionou o Tribunal de Conas para averiguar se a crise financeira realmente existiu.

Março

A insistência continuou. Na primeira quinzena, o sindicato realizou vigília na Assembleia Legislativa para dialogar com os deputados estaduais no sentido de que eles intermediassem uma audiência entre o sindicato e o governo.

Vigília na Assembleia Legislativa - Março 2019

O governador só recebeu o sindicato em audiência no dia 28 de março. Belivaldo voltou a falar sobre as dificuldades financeiras. A direção do SINTESE colocou que seria fundamental que o Governo do Estado não retrocedesse no processo de construção da carreira iniciado em dezembro de 2018 e cobrou a apresentação do impacto na folha de pagamento do reajuste do piso de 2019.

Audiência com o governador no final do mês de março

Abril

O sindicato continua na cobrança que o governo do Estado aplique o reajuste do piso de 2019 e que apresente os dados de impacto do reajuste na folha de pagamento dos professores e professoras em atividade e aposentados (as). Dia 24 de abril, dia nacional de mobilização em defesa da escola pública, os professores e professoras cobraram o reajuste do piso.

Maio

Em duas audiências a Secretaria de Administração apresentou para a direção do SINTESE os dados de impacto na folha de pagamento do reajuste do piso de 2019. Para aplicar o reajuste do piso de 2019 na carreira tanto para o magistério em atividade quanto aposentado são necessários R$5 milhões mensais. O secretário, George Trindade disse que o governador Belivaldo Chagas é quem decide.

“Agora a decisão é sua, governador. Se vai dar continuidade à política de retomada da carreira do magistério garantindo o reajuste do piso para todos que deveria estar sendo pago desde janeiro. Ou vai continuar o desmonte e o massacre dos professores e professoras negando um direito que é Lei Nacional”, questiona a presidenta do SINTESE.

Ela continua dizendo que a expectativa do magistério da rede estadual é que o governo aplique o reajuste do piso e possa agir de forma a continuar a política de superação do desmonte da carreira.

“Nós continuaremos seguindo a nossa pauta, que é a luta por nossos direitos”, finaliza.

Em assembleia professoras e professores deliberam adesão à greve geral no dia 14 de junho