XIV Conferência: Oficinas pedagógicas estão sendo construídas de forma coletiva

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Em reunião, mediadores das oficinas pedagógicas e dirigentes do SINTESE debatem últimos detalhes para assegurar espaços democráticos, de construção coletiva

No dia 13 de setembro a XIV Conferência Estadual de Educação, organizada pelo SINTESE, será dedicada às oficinas pedagógicas. Para fazer deste espaço uma construção coletiva e democrática, dirigentes do SINTESE, com orientação das professoras Silvana Bretas (UFS) e Elza Ferreira (IFS), estão se reunindo com professores e professoras que irão mediar às oficinas pedagógicas durante o evento. Mais uma reunião com os mediadores das oficinas ocorreu nesta segunda-feira, 27, na sede Central do SINTESE.

Em reunião, mediadores das oficinas pedagógicas e dirigentes do SINTESE debatem últimos detalhes para assegurar espaços democráticos, de construção coletiva

A XIV Conferência Estadual de Educação acontece entre os dias 12 e 14 de setembro, no Iate Clube, em Aracaju. O dia 13 de setembro será totalmente dedicado às oficinas pedagógicas, que acontecem na Universidade Tiradentes, no campus Centro.

No momento de inscrição para a XIV Conferência Estadual de Educação, os participantes (professores, professoras das redes municipais e da rede estadual filiados ao SINTESE e estudantes de licenciaturas) poderão escolher entre 22 oficinas pedagógicas, que irão discutir sobre os componentes curriculares e as modalidades de ensino.

As inscrição para a XIV Conferência Estadual de Educação podem ser feitas através do site do SINTESE (www.sintese.org.br), ou pessoalmente na sede Central do SINTESE, em Aracaju, e nas sete subsedes do SINTESE, no interior do estado.

Oficinas e resistência a BNCC

As oficinas contemplam o tema central da XIV Conferência Estadual de Educação que é “A Resistência do Magistério Público diante do Golpe: BNCC e Padronização Curricular”. O objetivo deste momento, no dia 13 de setembro, é que professores, professoras e estudantes das licenciaturas possam discutir sobre o que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece aos componentes curriculares e como ficam as modalidades de ensino.

A partir dos debates levantados, a ideia é construir uma proposta coletiva que sirvam para nortear a resistência do magistério sergipano à BNCC, apontando caminhos que respeitem a autonomia docente, a realidade de cada escolar e de seus estudantes e a liberdade de aprendizagem e ensino.

“As oficinas são espaços em que serão reunidos grupos menores de professores, no máximo 50 participantes por oficina, e neste espaço, a partir da mediação dos professores e professoras que irão conduzir as oficinas, os participantes possam construir coletivamente proposta de enfrentamento e a resistência à Base Nacional Comum Curricular”, explica o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva

Os professores, professoras e estudantes, que irão participara da XIV Conferência Estadual de Educação, poderão se inscrever nas seguintes oficinas: Educação Infantil (inscrições encerradas), Ensino Fundamental (inscrições encerradas), Educação Profissional e Reforma do Ens. Médio, Educação de Jovens e Adultos: EJAEF e EJAEM, Educação Indígena e Quilombola, Educação Inclusiva, Educação do Campo, Língua Portuguesa, Línguas (Libras, Inglês, Espanhol e Frances), Matemática, História, Geografia, Ciências Biológicas, Artes, Educação Física, Sociologia, Filosofia, Ensino Religioso, Química, Física e Educação e Culturas Digitais.

Resultados das oficinas

Os resultados de todas as 22 oficinas serão compilados no Caderno 2 da publicação ‘BNCC: Perspectiva da Classe Trabalhadora’, organizado pelo SINTESE, com a assessoria pedagógica das professoras Silvana Bretas (UFS) e Elza Ferreira (IFS). O Caderno 2 será lançado no dia 7 de dezembro, em evento pedagógico promovido pelo SINTESE.

“A ideia é juntar neste documento as propostas que professores professoras de Sergipe formularam coletivamente, durante as oficinas, da XIV Conferência Estadual de Educação, que visam resistir e combater a BNCC. Queremos mostrar que nós, professoras e professores de Sergipe, não vamos aceitar que nos seja imposta uma Base Nacional Comum Curricular que desrespeita a autonomia docente; o conteúdo regional; a realidade de cada escola e de seus estudantes e que tenta culpabilizar, única e exclusivamente, professores e professoras pelo mau desempenho de seus alunos. Faremos a resistência e formularemos propostas que combatam a imposição da BNCC e priorizem uma educação democrática, popular e de qualidade social para todos e todas”, coloca a diretora do departamento de assuntos educacionais do SINTESE, professora Edinalva Mendes.